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A educação brasileira e o mandarim (só o mandarim?)



A gravidade da situação da educação brasileira chegou ao ponto do indescritível. A extensão do caos há muito já transcendeu a esfera da simples "crise educacional"; nós, brasileiros, em geral, já compreendemos que o nosso flagelo não é apenas a reconfortante "falta de verba para a educação". Como resolver um problema desses? Não sei, e tenho raiva de quem (finge que) sabe. Nesse mato há muito mais coelhos do que poderia imaginar a nossa vã sociologia; também tem jacaré, porco-espinho, jararaca e tatu-bola. 
Eis alguns dados que colhi em dois minutos de pesquisa:

- Segundo dados do IBOPE (2005), o analfabetismo funcional atingiu cerca de 68% da população.

- Pesquisador da PUC conclui que mais de 50% dos UNIVERSITÁRIOS são analfabetos funcionais.

- Utilizando outra metodologia, o Instituto Paulo Montenegro (IPM) e a ONG Ação Educativa, responsáveis pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), chegou a conclusões semelhantes: no ENSINO SUPERIOR, 38% dos alunos não sabem ler e escrever plenamente

- Entre 31 países, o Brasil ficou com o antepenúltimo lugar no ranking do estudo que avaliou habilidade de navegar em sites e compreender leituras na internet elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

- Também de acordo com a OCDE, o Brasil é um dos dez países com pior rendimento escolar.

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Terminarei o meu redundante diagnóstico por aqui por duas razões: sei alguma coisa sobre ensinar mandarim, mas não sou especialista em educação, nem tenho pretensão de sê-lo; e também porque diagnosticar implica, de certa maneira, apontar os culpados e exigir providências da administração burocrática, no entanto, como uma classe política formada majoritariamente por semianalfabetos em todos os níveis poderia solucionar problemas de alfabetização? Felizmente temos a liberdade e o poder de fazer alguma coisa por nós mesmos.

Para encerrar o assunto político e partir para algo construtivo, deixarei uma citação de Confúcio, imortalizada na nova cultura da internet pela propaganda política do falecido Enéas Carneiro:




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Nós, estudantes de mandarim, tomamos a corajosa decisão de nos aventurarmos no estudo de um idioma complexo, cujas origens culturais e sociológicas transcendem consideravelmente o nosso horizonte imaginativo imediato se tomarmos outras línguas latinas como critério de comparação. Infelizmente, a dura verdade é que muitos dos que se esforçam com sinceridade têm, em maior ou menor grau, lacunas na sua formação básica. É aqui precisamente que a simples estatística abstrata mostra a sua face assustadoramente real. Como temos de tomar, inexoravelmente, o português como base ao estudarmos qualquer língua estrangeira, deficiências básicas de aprendizado lá do tempo da escolinha podem determinar os limites do nosso sucesso, criando barreiras de difícil transposição. Não é difícil compreender que dificilmente alguém desvendará em uma língua estrangeira aspectos que ainda não dominou muito bem na sua própria.

Como o Chinês Já não é um carrasco desalmado que só atira pedras, darei algumas sugestões para quem sentir que ainda tem insegurança em relação à sua própria formação em língua portuguesa. Não estou me referindo ao seu domínio da gramática formal - também necessário, mas ao seu poder de expressão, ou seja, ao seu poder de dizer aquilo que você quer dizer.


1. Para quem sente que sofre com deficiências na educação básica ou para quem quer simplesmente aprender técnicas eficazes de educação infantil, eu sugiro o canal Como Educar Seus Filhos, do professor Carlos Nadalim. As técnicas que ele ensina também são eficazes para adultos. 



2. A minha segunda dica é leia, leia, leia, leia e, se sobrar tempo, leia mais um pouquinho. Se você não tem o hábito da leitura, pode começar com a Turma da Mônica; depois você passa para o Batman; depois para o Sítio do Pica-Pau Amarelo; quando chegar ao Harry Potter, você já será um leitor razoável. No entanto, tente chegar até o nível da literatura tradicional. Você também pode ler livros sobre a China.



3. Assista ao meu vídeo sobre as dificuldades e barreiras no estudo do mandarim:


Para encerrar, gostaria de dizer que o que me motivou a escrever este post foi a profunda estima que sinto pelos meus alunos e por quem acompanha esta página. Não senti prazer nenhum em escrevê-lo. Eu também não estou excluído das dificuldades que eu mesmo apresentei aqui. Fui também, como a maioria de vocês, aluno de escola pública. Lutei e ainda luto para preencher as lacunas da minha formação.

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